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Finanças
Limits to Growth

Bolsa? Volto amanhã – Sobre as dificuldades de atrair o investidor pessoa física para a bolsa.

Alguns comentários meus:

1) Investir em ações com R$ 500,00 tem suas complicações com taxas de corretagem fixa. Corretagem de R$ 15,00, por exemplo, representa 3% do valor investido, tendo que ser levado em conta ainda que haverá cobrança de corretagem na venda. Há a possibilidade de investir em fundos de ações (mesmo uma taxa de administração alta compensa mais do que investir com corretagem fixa alta para valor investido baixo) ou de encontrar uma corretora que cobre corretagem apenas variável (só conheço o Bradesco). É uma boa para investimentos iniciais menores e com aportes periódicos também baixos, talvez nem tanto para montantes maiores.

2) Com tão pouco dinheiro, o investidor teria que ir ao mercado fracionário. Isso não é por si só negativo e algumas corretoras oferecem taxas menores nas operações no fracionário, cobrando valores por volta de R$ 5,00, o que representa 1% do investimento, uma porcentagem já mais razoável. Precisa ainda ter o cuidado do preço no fracionário não estar muito distante do preço no lote-padrão.

3) Um problema é a taxa de custódia, zero em algumas corretoras e outro valor(R$ 10,80, geralmente) nas demais. Para investimentos até pouco menos de R$ 35 mil no citado Bradesco, a taxa é R$ 10,80, o que, para investimento de R$ 500,00, representa 2,16% todo o mês. Outra reportagem mostra que a bolsa está planejando zerar a taxa de custódia cobrada pela bolsa. Precisaria os grandes bancos, muito utilizados por investidores iniciantes (é mais fácil realizar o cadastro, já que a pessoa já tem a conta corrente no banco e obviamente já o conhece), reduzirem ou até zerar essa taxa;

4) Na questão da diversificação, os ETFs permitem diversificar comprando apenas uma “ação”

5) Os pontos anteriores mostram como lidar com o pouco capital disponível para investir. Além de não precisar ser um grande investidor, não é nem necessário ser um investidor sofisticado. Embora sejam úteis, não precisa aprender análise técnica ou análise fundamentalista, não precisa saber o que é EV/EBITDA, beta, alfa de Jensen, MACD, EMWA, Black-Scholes ou a diferença entre analisar o valor das ações e o valor da empresa, não precisa procurar o momento certo ou descobrir quais ações estão subprecificadas, não precisa estudar minuciosamente as empresas investidas. Alocar uma determinada porcentagem do capital em ações sem se preocupar se o mercado está alto ou baixo e rebalancear periodicamente a carteira para manter a porcentagem investida em ações desejada é uma tarefa simples e é eficaz para correr mais riscos com ações em busca de maiores retornos. Fazer isso aplicando em um fundo de ações indexado no Ibovespa de um grande banco cumpre essa função apropriadamente, embora não seja necessariamente a decisão ótima. Procurar fundos com taxas de administração menores (geralmente, gestoras não ligadas a grandes bancos), investir em ETFs ou mesmo em ações individuais, tendo que haver a necessária preocupação em selecionar e acompanhar as empresas investidas, são alternativas talvez um pouco mais trabalhosas, porém mais rentáveis. Um conselho a se ter em mente para investidores não profissionais é o de procurar manter uma porcentagem investida em ações com um nível de esforço que julgue satisfatório.

6) Em uma coluna no Valor, a colunista citava o fato de alguns investidores desanimarem com prejuízos e abandonarem o mercado. O investidor que seguiria o meu conselho no ponto anterior tem que estar preparado para a possibilidade da bolsa cair ou render menos do que a renda fixa (atualmente, pelas minhas contas, na janela de 5 anos o Ibovespa perde do CDI e na janela de 10 anos tem um ganho modesto sobre o CDI, apenas 0,77% a.a.). Se houver mesmo um prêmio por risco de investir em ações (o que nem todos os estudiosos de Finanças concordam, a exemplo de Eric Falkenstein), a expectativa é que as ações tenham um ganho superior, mas isso não acontecerá a todo o tempo e pode não acontecer sempre. Repetindo, a ideia é aceitar correr mais riscos em busca da possibilidade de maior retorno sobre o capital investido.

Economia
Protegendo as Teles Brasileiras

Com promessa de dinheiro fácil, rede Dinastia quer ganhar o País – O pessoal está cada vez mais criativo...

A pobreza é fácil de ser explicada

Macroeconomists Lament Sterile Methods – “I do know that full-time macroeconomists are like active mutual fund managers: articulate, hard working, and basically worthless”. Declaração polêmica, não muito injusta para a parte dos fundos.

A enrascada criada pelo Fed para si próprio

Novos índices da bolsa
A BM&F Bovespa criou quatro novos índices: Materiais Básicos, Utilidade Pública, Índice Brasil Amplo (IBrA) e Índice de Dividendos. O Índice de Dividendos até tem uma metodologia interessante de escolher as ações com maior rendimento com dividendos e os outros índices ajudam a medir o desempenho de mais setores. Já o IBrA é um índice sem muita utilidade, na minha opinião. Segue critério semelhante de inclusão do Ibovespa ao selecionar as ações com maior índice de negociabilidade que representem 99% do índice somado, contra 80% do Ibovespa. Isso inclui muito mais ações (153 contra 69 do Ibovespa). A ideia parece que seria diminuir a concentração das ações na carteira e, olhando para a ação com maior participação, isso é atingido parcialmente (a maior participação do Ibovespa tem 10,346% contra 9,408% do IBrA quando da última revisão). Porém, olhando para as 10 maiores participações, o Ibovespa concentra 48,31% contra 52,882%. A concentração no IBrX-100 é de 53,249%, marginalmente maior do que no IBrA. A menor participação no IBrA é a irrelevante TEKA4 com 0,003%, contra a redundante, mas não irrelevante TMAR5 (0,16% do índice) no Ibovespa. IBrA não é nem alternativa ao Ibovespa nem ao IBrX-100.



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